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18.5.10
Um Governo Que Não Governa
16.4.10

6.2.09
O Comissário Europeu para o Ambiente acha supérflua a discussão em Portugal sobre o caso Freeport, pois a Comissão Europeia analisou a questão baseada numa queixa apresentada pela Quercus em 2002 e concluiu que a construção do centro comercial não tinha impactos significativos sobre as aves protegidas pela ZPE, independentemente das modificações do seu perímetro. Estas declarações, para além de parecerem demasiado concertadas com o nosso governo e o braço longa da sua propaganda é absolutamente inoportuna. Primeiro porque a questão do caso Freeport não é uma questão técnica, como não é uma questão de justiça: é uma questão política (a lembrar: uma investigação do SFO do Reino Unido que põe em causa a pessoa do nosso primeiro ministro, a aprovação por um governo de gestão do licenciamento do projecto a uns dias das eleições, a celeridade com que as autorizações foram dadas comparando com casos semelhantes, a presença da família do então Ministro do Ambiente neste processo, as contradições entre o que os vários intervenientes dizem, o porquê do não andamento da investigação deste caso em Portugal desde 2005) à qual o nosso primeiro ministro continua a não dar respostas concretas e satisfatórias. Segundo porque cabe aos eleitores portugueses, e não aos burocratas em Bruxelas, decidir da pertinência e do supérfluo das discussões em Portugal. A democracia é assim, coisa que parece ser frequentemente esquecida em Bruxelas..
23.4.08
Já está. Discretamente, suavemente, ninguém parece muito incomodado, ninguém parece muito interessado, ninguém parece muito informado. Até agora não doeu, veremos mais tarde os efeitos secundários.5.12.07
A Cimeira UE-África, ou Porreiro, pá! (bis)
D. Daniel Adwok Bispo auxiliar de Cartum diz não compreendo a decisão da presidência portuguesa da União Europeia. Pois já somos dois se me for perdoada a arrogância de pretender perceber e sentir seja o que for do que se passa em Darfur. Não só não compreendo a criação do tabu direitos humanos, tema a banir da agenda, como não compreendo o porquê da necessidade de realizar uma cimeira UE-África, que parece sobretudo talhada à medida para servir um qualquer "orgulho nacional” assumido por um primeiro ministro vaidoso e que nunca escondeu a vontade de deixar uma marca da sua presidência na história da UE. O tratado de Lisboa e agora a Cimeira. Espero que a UE não pague muito caro o preço desta vaidade.
Não sei o que é que de concreto se pode esperar desta cimeira, nem porque é que ela é necessária, nem tão pouco em que é que as relações entre a Europa e África possam visivelmente melhorar. A vontade da fotografia de grupo é maior do que ter um pingo de decência e vergonha que nos impeça de celebrarmos (a palavra parece adequada, infelizmente) uma cimeira lado a lado com a pior espécie de líderes políticos. O nosso Primeiro-ministro juntamente com Durão Barroso cuja febre africana e “orgulho nacional” o une a José Sócrates na vontade desta cimeira, vão literalmente - e porque cederam à chantagem da imposição de uma agenda e imposição de tabus, apadrinhar toda uma série de regimes políticos bárbaros e corruptos, bem como os seus líderes políticos igualmente bárbaros e corruptos para além de toda uma parafrenália de regimes obscuros, ditatoriais ou democraticamente musculados (como gostam de ser chamados), corruptos e opressivos, nas versões mais “soft” num universo em que a democracia é uma excepção. As vítimas, os africanos sem terra, sem trabalho sem condição de viver enquanto os líderes enriquecem a olho nu, serão mais uma vez esquecidos, entre uns discursos, umas palmadinhas nas costas, um espumantesinho erguido e uns “porreiro, pá!"
O Bispo de Cartum revolta-se porque sente na pele dos seus, também a sua, a barbárie do regime em que vive. Nós revoltamo-nos sobretudo de um ponto de vista intelectual e político. Se fosse um sentir tão visceral como o do Bispo, esta cimeira revoltar-nos-ia muito mais.
23.10.07
O debate sobre as questões europeias já chegou a um nível tal que o melhor argumento para ser a favor da realização de um referendo não são as questões europeias mas o facto de alguns políticos iluminados passarem aos seus concidadãos um atestado de burrice dizendo que a matéria é demasiado complexa para eles entenderem e se poderem pronunciar e decidir. Nada como esta imbecilidade vestida de arrogância para que o argumento pró-referendo surja com toda a pertinência. Porque é que os portugueses não percebem? Talvez porque ninguém se proponha explicar, ou porque não querem, ou porque temem o resultado de uma consulta popular. Este motivos são atentados contra a democracia, que deixam os responsáveis políticos a assobiar para o lado, enquanto segredam uns com os outros e parecem deixar o país indiferente. Mais uma vez. Deviam ter mais cuidade nos argumentos que usam pelo menos para aqueles que ainda não estão completamente desprovidos de capacidade analítica e crítica. A questão europeia é mais complexa do que a regionalização? Porquê? Será mais complexa do que a questão do aborto em que um voto Sim ou um voto Não escondeu tantas vezes as dúvidas éticas e morais de tantos votantes. Porque é tão complexo perceber coisas como duplas maiorias, peso em votações e outras deliberações, rotatividade e de cargos, tempo de mandatos? Ou são outras as questões fundamentais do debate? A tratarem assim os cidadãos - que no entanto para pagarem impostos e preencherem papeis de IRS já se supõem competentes - não se admirem de cada vez que os alunos da Faculdade não saibam escrever, não saibam contar, não conseguigam desenvolver raciocínios abstractos.9.5.07
Uma ideia da Europa 12
E mais uma vez, a pintura. A mitologia, as lendas, os deuses, os humanos.
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