Trabalho por objectivos: aqui. Lamento que o esforço do estado para implementação destas novas estratégias de incentivos aos profissionais se desenvolva prioritariamente (ou mesmo exclusivamente) no sentido de arrecadar sempre e mais receitas para o estado, e não no sentido de servir melhor o contribuinte, onde seriam muitas as áreas a beneficiar de tais metodologias, como por exemplo o SNS para se diminuir as famosas listas. O trabalho por objectivos pode fazer maravilhas em muitas áreas.holehorror.at.gmail.com
25.3.08
Trabalho por objectivos: aqui. Lamento que o esforço do estado para implementação destas novas estratégias de incentivos aos profissionais se desenvolva prioritariamente (ou mesmo exclusivamente) no sentido de arrecadar sempre e mais receitas para o estado, e não no sentido de servir melhor o contribuinte, onde seriam muitas as áreas a beneficiar de tais metodologias, como por exemplo o SNS para se diminuir as famosas listas. O trabalho por objectivos pode fazer maravilhas em muitas áreas.22.3.08
Má Educação
21.3.08
Museus em Madrid 3
Da colecção de Velazquéz, este quadro que reproduzo em cima é um dos mais extraordinários. Vi-o de longe, ocupava uma parede e a surpresa e o choque foram instantâneos tal a força do quadro, pela simplicidade, contenção e realismo. Um dos quadros de Velazquéz em que as linhas e o equilíbrio atingem a perfeição, e em que é transmitido sem frufrus nem excessos decorativos, simbólicos ou de sangue, o mistério da cruz. Pelo minimalismo do objecto tratado “esconde” o barroco (o drapeado do pano, a definição anatómica) e respira modernidade e veicula uma emoção única. Um dos mais belos quadros que já vi.
O museu do Prado com a sua ala nova ampla e luminosa que serve de entrada e onde estão as lojas e as cafetarias (muito boas) tem uma colecção de pintura de grande dimensão à escala mundial e está sem sombra de dúvida ao lado dos grandes museus como o Louvre ou a National Gallery e a poucas centenas de quilómetros de qualquer cidade portuguesa.
20.3.08
19.3.08
O Lado Selvagem

17.3.08
Do Pecado
Em tempos de relativismo moral, de consumismo frenético, de vontades rapidamente satisfeitas, e de pressa em viver, falar de pecado é uma chatice e pensar sobre ele é de quem não tem nada melhor nem mais urgente que fazer. O Papa Bento XVI que não se compadece com esta estranha forma de vida que domina o ocidente falou sobre o pecado no seguimento do seu antecessor João Paulo II, tentando reforçar a sua (do pecado) dimensão social e as consequências que ele pode ter na sociedade. Foi mesmo estabelecida uma lista de seis pecados sociais a juntar à lista tradicional dos sete pecados mortais, não vá o católico consciencioso perder-se neste labirinto que parece ser a vida moderna. Confesso o meu cepticismo em relação a esta nova lista de pecados, à sua necessidade e pertinência, à especificidade dos tempos modernos que exige actualização da lista, e creio que ela está em desacordo com alguma tradição mais exigente do ponto de vista teórico e teológico.
O pecado é uma livre transgressão à lei de Deus, quer em acto, palavra, pensamento ou omissão: Tem que ser grave, feita de forma totalmente consentida e conhecedora, e diz-nos o catecismo que faltando um destes requisitos já não se trata de pecado mortal. Vendo o pecado à luz desta definição, estamos perante matéria do foro íntimo entre o pecador e Deus, sendo o sacerdote que ouve a confissão e dá o perdão de Deus apenas o veículo que reconcilia o pecador com a Igreja. Os sete pecados mortais (relembro: Avareza, Gula, Luxúria, Soberba, Preguiça, Inveja e Ira) tais como a Igreja os estabeleceu há séculos são suficientemente sólidos e representativos da miséria humana e podem cobrir qualquer desvio à ordem divina, para além de serem sempre a mola a qualquer forma concreta que um pecado possa tomar. Por exemplo, os pecados contra a natureza poderão ser muitas vezes atribuidos à soberba humana ou à luxúria (pelo dinheiro e lucro). Também alguns actos tais como os que estão descritos na lista recente de pecados sociais, por exemplo abortar, podem não ser necessariamente pecado mortal se as condições acima descritas não existirem.
Este estender do pecado à esfera social, definindo como pecado situações concretas e não sentimentos ou características da alma humana, também contém outros perigos. Aqui neste blogue tem-se escrito criticando, a propósito do islamismo, os danos da omnipresença da religião em todas as esferas da actividade social dominando e influenciando quer as leis, quer os hábitos, a cultura, a mentalidade. Apesar do ocidente estar numa situação que não se assemelha à existente em tantos países islâmicos, não gosto que o manto da recomendação religiosa se estenda, através de directivas concretas, a outras áreas. Nem sequer é necessário e desvirtua a noção pessoal e íntima do pecado. Como já disse a antiga lista dos sete pecados mortais tal como estão definidos podem bem continuar a cobrir qualquer acto deliberadamente contra a vontade divina que a imaginação mais criativa possa inventar (como se ainda houvesse algo a inventar) tal como tem sido feito ao longo dos séculos e também não reconheço aos tempos modernos perigos assim tão inovadores e específicos para a alma humana que requeiram novos parâmetros na abordagem ao pecado.
.
16.3.08
De Boas Intenções...
Há palavras fortes do catolicismo que não deixam ninguém indiferente, tanto católicos como não católicos. São palavras que estão mais ou menos na moda e são mais ou menos usadas conforme as épocas e as mentalidades, são semente de muitos equívocos, de medos e de raivas e ódios. Estes últimos vêm sobretudo de um sector anti-clerical que vê na Igreja Católica a fonte de todos os males passados, presentes e futuros da inteira humanidade.
.
15.3.08
Há dias assim,
como o de ontem,
Ainda mal refeita dos piercings na língua e restante cavidade oral, vejo a reportagem sobre o líder da oposição “na intimidade”. Eu que cada vez percebo menos de política e que cada vez entendo menos seja o que for sobre agências de comunicação (e o mundo em geral, diga-se), tento o mais possível não perder o bom senso do meu horizonte. Aquela reportagem não tem ponta por onde se lhe pegue. Será que alguém depois de ter visto Luís Filipe Menezes em toda a sua glória intimista, quer um homem assim para primeiro-ministro? Se a reportagem de José Sócrates foi ensaiada e falsamente natural com as já famosas referências às leituras dos filósofos espanhóis, e o telefonema a Zapatero, pelo menos foi pensada para poder contornar a ratoeira que a “intimidade” tanta vezes se revela ser. José Sócrates não se expôs muito, e bem, a reportagem não acrescentou nada, pior para a SIC que gastou recursos nesse projecto. O caso Luís Filipe Menezes foi pior para o próprio: a sua intimidade foi uma ratoeira em que não se entende como é que ele caiu. Os seus conselheiros e as célebres agências estavam onde? Mostrou uma casa sem alma, um restaurante banal, um barbeiro a despropósito, um hotel em Lisboa, que não deram propriamente uma imagem de solidez. Uma exagerada exposição de filhos, pais e namorada que falando de LFM também em nada contribuiram, apesar da boa vontade, para uma acrescida consistência e coerência à figura do líder da oposição. Também o discurso de LFM se enche de contradições mesmo a falar de coisas simples e banais como foi sobre o seu principal defeito (a jornalista perguntou isso). Ideias políticas também não passaram e a vacuidade foi confrangedora. Não gostei especialmente da jornalista que nem no caso de José Sócrates nem no de Luís Filipe Menezes conseguiu passar da trivialidade. Nunca fez perguntas interessantes que permitissem aos entrevistados brilhar um pouco. Nos momentos em que isso aconteceu (com JS) foi porque o entrevistado se impôs. Como trabalho jornalístico também achei as reportagens fracas.
13.3.08
Véu Islâmico 10
O Caderno P2 de hoje do Público tem um artigo grande sobre a Sharia em Portugal e uma reflexão de um especialista em direito islâmico que nos diz que não devemos ter medo da Sharia. Confesso a minha perplexidade face à certeza e firmeza de uma tal afirmação, sobretudo vinda de um ocidental, numa matéria em que as interpretações – todas elas válidas - são tão díspares e em que a fonte principal dessa Lei é o Corão, um texto normalmente muito taxativo (é só pegar e ler para confirmar). Sem querer pôr em causa a bondade e boa vontade de tantos imâs que usam a Sharia com bom senso em situações que potencialmente seriam de grande injustiça, que confiança posso ter eu num sistema fundado num sistema de valores em que a igualdade de direitos e oportunidades não é nem bem visto nem encorajado.
Assim eu pergunto-me o que é que conta: uma sharia em versão “português suave” (título do Caderno P2) em que até se percebe que uma mulher possa ir trabalhar, em que se justifica o porquê de um homem receber o dobro de uma herança, e em que não há chicotadas nem mãos cortadas, ou uma sharia em que as mulheres são obrigadas (ou pressionadas socialmente) a usar uma burka, impedidas de trabalhar, menores e impossibilitadas de decidir, herdar e guardar os filhos? Qual das “sharias” é a melhor, a mais correcta, a que representa a vontade de Alá? Eu pergunto-me também: o que é que conta os diferentes graus de severidade (ou liberalidade) na aplicação da sharia ou os pressupostos e sistema de valores que estão subjacentes?
10.3.08

Adenda: A seguir ao Benfica que notícia é que ocupou a nossa atenção? Claro, a Mariluz e o seu funeral com centenas de pessoas.
.
9.3.08
Arquivo do blogue
-
▼
2010
(138)
-
▼
Maio
(19)
- Coisas que se podem Fazer ao Domingo 51
- Breve História de um Magalhães
- La Chartreuse de Parme
- Plataforma Contra a Obesidade 59
- Um Governo Que Não Governa
- Bento XVI em Portugal 5
- Confesso que, depois de ver isto e de ler os elogi...
- Bento XVI em Portugal 4
- Bento XVI em Portugal 3
- Vaidade e Orgulho
- Porque é que José Sócrates não segue, por uma vez,...
- Bento XVI em Portugal 2
- Entardecer 15
- Ontem adormecemos nauseados com isto, não pelo aco...
- Bento XVI em Portugal
- Sobrevalorizado
- Queen VictoriaHoje bem cedo
- Irreflectidamente
- Coisas que se podem Fazer ao Domingo 49
-
▼
Maio
(19)










