“… he resolved never again to kiss earth for any god or man. This decision, however, made a hole in him, a vacancy…” Salman Rushdie in Midnight’s Children.
holehorror.at.gmail.com

28.3.09


Pior do que isto, e pior do que o CCB não ter começado o espectáculo à hora anunciada (tanta subserviência!) só isto, que é a imputação de responsabilidade - culpa - a outro, uma de tantas formas de se fazer de vítima e de “fazer queixinhas”. É este o homem que temos, e esta a Republica das bananas em que vivemos.
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Capitalismo 5

John Frederick Lewis (1805-1876)
At Uncle Charles the Binder
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"Não me Entretenho a Descrever a Crise"

Ouvi da boca do Primeiro-ministro no Jornal da Noite da SIC de quinta-feira esta afirmação extraordinária: “não me entretenho a descrever a crise” nem (e cito de cor) a ser pessimista, astrólogo e vidente. Nestas declarações proferidas quando da visita a uma unidade industrial corticeira, mais uma vez se põe em evidência a distancia entre o Primeiro-ministro que nos governa, cada dia pior, de forma cada vez mais aleatória, caprichosa e insegura, e o país real que deveria conhecer e governar. Um Primeiro-ministro que se preze deveria descrever a crise, mas para isso precisa de saber, de estudar, de ouvir para a conhecer. Deveria saber explicar aos seus eleitores e aos cidadãos contribuintes os contornos da crise no país: o desemprego crescente decorrente de falências de um sector privado cada vez mais frágil face aos constrangimentos financeiros, fiscais e às dificuldades conjunturais de uma crise que afecta o mundo, um sector bancário sem liquidez e imóvel que não consegue investir nem emprestar, o empobrecimento geral da população, o gigantesco endividamento externo e uma maior restrição e custo de financiamento do estado no exterior causado pela baixa do rating da República Portuguesa, etc, etc.

A ligeireza e a sloganização da nossa política governativa impele o Primeiro-ministro a buscar (ou improvisar) medidas sem nexo aparente de combate à crise que caibam em duas frases e possam ser anunciadas com efeitos sonoros nos jornais televisivos. Não se detecta nessas medidas anunciadas um objectivo claro. As injecções de capitais dos contribuintes ao sector bancário são discutíveis e mal percebidas em alguns dos casos (BPN, por exemplo); a redução em 50% da prestação da casa, uma moratória por dois anos para quem tem prestações inferiores a 500€ mensais e que só afecta e interessa a um núcleo muito pequeno de cidadãos, que não sabem se daqui a dois anos estarão em condições de ressarcir o banco, é também um adiar da crise; o desconto para a compra de painéis solares de determinadas marcas e modelos comprados através de uma financiamento bancário (sempre a banca, sempre a banca como intermediária) mostra bem a irrelevância e leviandade destas medidas. A exortação feita por José Sócrates para que se comprem os ditos painéis solares para ajudar a crise é tão ridícula que embaraça quem ouve (já que não embaraça quem diz) pois expõe de forma inquestionável a distância entre a realidade da crise e o que se passa na cabeça de JS e dos seus assessores - um eufemismo para a ignorância total que revela sobre o mundo em que vive e a incapacidade de se rodear de quem saiba e lhe explique. A aposta cega nos grandes investimentos (TGV sobretudo) parece ser mais uma fuga para a frente, uma teimosia megalómana do que decorrente de análise das reais necessidades do país.

As medidas avulsas para a crise “vendem” bem do ponto de vista do sound bite: são como quem anuncia uma campanha de promoções, uma época de saldos, mas depois de se perceber o alcance das mesmas voltamos à estaca zero: a classe média que sustenta a economia dum país, e neste caso a nossa classe média, bem como as nossas pequenas empresas estão na mesma, isto é, cada dia pior: cada dia mais estranguladas com os impostos, com os custos sociais, com a insegurança das encomendas que não chegam e dos empregos que se podem perder. Neste caso não há painéis solares nem TCGs que lhes valham. O Primeiro-ministro devia parar um pouco para entender a crise, só assim poderá explicá-la devidamente (e não “entreter-se” nas palavras dele) aos cidadãos, só assim lhe será dada credibilidade, algo que manifestamente teima em lhe escapar um pouco mais a cada dia que passa, a ter uma base sólida para pensar as medidas contra a crise e não um desbaratar de dinheiros públicos que tornarão a situação financeira do país insustentável. José Sócrates não governa. Entretém.

Adenda: Li isto depois de escrever o este post. Alguém que parece não se importar de falar sobre a crise e de falar verdade. Mas nós temos eleições, não é? E falar a verdade em períodos eleitorais (e nos outros) não é lamentavelmente uma opção para o nosso Primeiro-ministro
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25.3.09

Em Flor 19

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24.3.09

A Doença e o Doente

Uma boa notícia esta de que “os médicos querem aprender a dar más notícias da melhor maneira”. O termo “os médicos” que parece dar um cunho geral é entusiasmante, mas a realidade obriga-nos a ser cautelosos - mesmo que sejam uma pequena minoria, é já um sinal que o caracter omnipotente e omnisciente do médico começa a ser equacionado. Eu nunca percebi como é que profissionais cuja actividade é lidar com pessoas que neles depositam tantas expectativas e confiança, não têm no seu curriculum académico disciplinas de comunicação, e não aprendem técnicas comunicacionais. Ninguém mais do que o médico (de muitas especialidades, nomeadamente a mais falada: oncologia) que vê o ser humano com as suas debilidades e fragilidades, que vê a vida e a morte de perto, que sugere e gere opções e dúvidas, deles e dos pacientes, deve saber abordar as questões difíceis e saber comunicar as más notícias. Se há aqueles que têm “jeito” e são mais dotados do ponto de vista comunicacional, há outros que não têm tanto “jeito”, e ao enfrentar um doente em situação de crise sente-se em confronto com os seus próprios medos e reagem de maneira defensiva (tantas vezes ofensiva) coisa que o paciente sente imediatamente e que tantas vezes determina o bom desenrolar da relação profissional e o resultado do tratamento. Hoje este facto parece incontestado: a boa relação médico-paciente é fundamental para a optimização do tratamento e, quando assim for o caso, da cura. Para todos os médicos é de extrema utilidade a aprendizagem de técnicas e de algumas regras comunicacionais que asseguram que o diálogo se faz respeitando a integridade do paciente, sem que o médico nunca esqueça a dimensão humana e os sentimentos: os seus e os do paciente. Estas técnicas que deveriam ser de aprendizagem obrigatória na faculdade e nas restantes etapas da formação profissional de um médico são um importante passo que se dá na reorientação da medicina da patologia para o doente, isto é: o doente é mais importante do que a doença.
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Dando Excessivamente Sobre o Mar 45

Richard Diebenkorn (1922–1993)
Ocean Park No. 24

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A questão, ao contrário do que é sugerido aqui por Eduardo Pitta, não me parece ser relacionada com a liberdade de expressão e com o que diz o anúncio - que não é anúncio, nem caricatura, é pura propaganda - mas sim quem o encomendou, quem o pagou e quem o distribui, isto é, em que media ele passou, e a razão (necessidade?) de o fazer. A questão é essa. Se fosse um cartoon numa página de jornal ou um cartaz de um partido político como tantos outros, nomeadamente o de José Sócrates com nariz de Pinóquio a indignação não faria sentido, mesmo que quisessem que fizesse.
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23.3.09

Grand Torino 2

(...)
So tenderly
Your story is
Nothing more
Than what you see
Or
What you've done
Or will become
Standing strong
Do you belong
In your skin
Just wondering

Gentle now
A tender breeze
Blows
Whispers through
The Gran Torino
Whistling another
Tired song
Engines humm
And bitter dreams
Grow
A heart locked
In a Gran Torino
It beats
A lonely rhythm
All night long

(Kyle Eastwood, Jamie Cullum, Clint Eastwood)

Grand Torino



Às vezes já sei que vou gostar do filme e ainda não o vi; foi assim, sabendo exactamente que ía gostar e do que ía gostar que fui ver Grand Torino. Não houve surpresas só a confirmação de um excepcional fazedor de filmes que é Clint Eastwood.

A história, que tem algo de pascal (adjectivo de Páscoa e não referente ao filósofo e físico francês), e gira em torno de Walt Kowalsky, uma personagem complexa, que vive em guerra com o mundo que desconhece cada vez mais. É um cínico ex-veterano de guerra de humor eficaz e rude, que se vê no fim da sua vida, viúvo e só, a viver com os fantasmas que o acompanham desde os tempos passados e com os ódios e indiferenças do presente. Ele é o motor da narrativa e é à volta dele que gravitam as restantes personagens: o Padre Janovich, o "over-educated 27-year-old virgin", (segundo Kowalsky), que vai crescendo e se vai revelando ao longo do filme, bem como os dois irmãos Hmong, Thao e Sue, que farão despertar em Kowalsky uma solidária amizade e respeito. Kowalsky é ao mesmo tempo um herói e um anti-herói: se por um lado é destemido e não teme nem o confronto, nem o uso da violência para se proteger e proteger os “seus”, por outro lado não esquece o que fez num passado longínquo quando não lhe deram ordens para o fazer, e tem por isso sentimentos conflituosos em relação à medalha que recebeu por esses seus feitos “heróicos” na guerra.

Talvez o que mais tenha gostado, e sem surpresa mas sempre com prazer, foi da cadência do filme, um andante que dá um passo de cada vez, mas que pisa seguro e na direcção certa: as cenas não se atropelam, a câmara não saltita, a música não se sobrepõe à narrativa e a história desenrola-se com a naturalidade das coisas que acontecem aqui ao lado. A realização e direcção de actores é sóbria e de grande contenção o que valoriza essa cadência agradável, humana, esse ritmo que não atordoa e que permite que ao longo do filme se mantenha uma postura e atitude contemplativas e uma sensação de tranquilidade e de serenidade, mesmo quando sentimos que algo de desagradável vai acontecer. Há sempre um tom latente de redenção (daí o pascal) mesmo com o preço da culpa dos outros, daquilo que os irá atormentar, e creio que esta dualidade é uma característica de Eastwood, uma humanidade que procura no turbilhão de possibilidades um (o) sentido final, num filme que não quer atordoar o espectador nem provocar sensações mais imediatas e visíveis, mas que aposta no que há de mais íntimo, na sensibilidade e na inteligência. Uma última referência à música, excelente, que emoldura este ambiente intimista.
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21.3.09

Dando Excessivamente sobre o Mar 44

André Derain
Fishing Boats, Collioure

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20.3.09


Em primeiro lugar eu não vejo porque é que têm que existir “pontos de contacto” entre as direcções partidárias e os jornais sejam eles quais forem. Cabe ao jornalista ir à procura da notícia, trabalhar para a ter, merecer a confiança dos seus interlocutores e finalmente decidir o que é importante noticiar ou não, e não o mais fácil: sentar-se à mesa (mesmo que seja uma mesa em restaurante ou outra qualquer) com os políticos para juntos pensarem e “fazerem” a notícia.

Em segundo lugar não entendo mesmo a relação causa/efeito nem a razão de ser do "círculo vicioso", que nem percebo bem qual é, pois presumo que Paulo Gorjão não sugira que um jornal (e os jornalistas que o fazem) seja permeável à intriga, quezília e pequena vingança e que estas influenciem a objectividade com que se decide da importância ou não de divulgar determinado acontecimento. Não me parece que o jornalismo tenha que ser nem do domínio dos “afectos” nem do domínio do “porreirismo”.
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Em Flor 18

O Preservativo, um Retrato

A pouco e pouco neste mundo atordoado vamos deixando que certos gadgets ganhem uma tal importância e posição de relevo na sociedade que ninguém parece querer contestar numa mostra de unanimidade digna de nota. São bons para tudo, evitam males, permitem a intercomunicabilidade, curam medos, acabam com inseguranças: verdadeiros objectos indispensáveis sem os quais o homem/mulher moderno já não sabe viver. O preservativo é um deles e está nas bocas do mundo, isto é, de um cada vez mais pequeno mundo europeu politicamente correcto que se indignou com o desdém manifestado pelo Papa Bento XVI em África ao dito, coisa que parece em nada afectar o sucesso da viagem lá. O Papa, heresia das heresias, não se curva perante o preservativo esse verdadeiro ícone de modernidade e liberdade e único tema que os media conseguem reter e especular sobre da viagem do Santo Padre, coisa reveladora da pobreza mental desta sociedade.

Tal como o telemóvel, as fraldas descartáveis, a televisão, a roupa da Zara, os toalhetes de limpeza (de tudo, desde rabos a móveis) os preservativos são alvo de culto e vieram para ficar com todas as bênçãos de governos, oposições, ONGs, políticos, estrelas de cinema, cantores rock, etc. Só não têm a bênção dos Papas.

Os preservativos dão dinheiro a ganhar: são negócio de milhões que interessam a muitos. Têm também uma função de ordem moral e ética importante no mundo actual: minimizam os dilemas morais, filosóficos, existenciais, espirituais ou outros, pois substituem a necessidade de decisão, capacidade de reflexão e escolha. Com eles pensar torna-se dispensável, não há necessidade de escolher ou decidir e tenta esvaziar conceitos como abstinência ridicularizando quem decide livremente optar por ela.

São também mais um dos mil modos que hoje arranjamos para ter e cultivar a culpa, não a antiga culpa de arder no inferno ou de “pecar” no sentido tradicional, mas a culpa de não ser correcto quando não se usa, apesar de ser tão pouco “sexy” e de diminuir sensações e prazer. No entanto ajudam à não propagação de doenças sexualmente transmissíveis, previnem infecções e às vezes evitam outros “males” (isto é, gravidez!) e podem ser rotulados de opção saudável. Apesar de feios, muito feios e pouco dignos, são práticos e muitas vezes coloridos com formas e sabores diferentes para aqueles que mais se interessam por “novidade”. Têm regras importante, mas simples para utilização e são total e absolutamente descartáveis. Finalmente: são de plástico, essa matéria trivial difundida no séc XX, elevada à imprescindibilidade e que domina o nosso mundo.

Foi você que pediu um preservativo?
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19.3.09

Natasha Richardson


Quando, com surpresa, pois a morte tem dessas coisas – a capacidade de teimosamente nos surpreender, li hoje cedo da morte tão inesperada quanto estúpida (como se diz normalmente nestes casos) de Natasha Richardson lembrei-me de como apreciava o seu trabalho, a sua voz o seu olhar e veio-me à memória um belo texto de Eduardo Pitta sobre o filme The White Countess com que me identifiquei de imediato: também eu tinha visto o filme e sentido esse sopro nostálgico tão bem evocado por Natasha Richardson e Ralph Fienes no filme. Descanse em paz.
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18.3.09

Dando Excessivamente sobre o Mar 43

Antonio Joli (1700-?1770)
Embarco de Carlos III en Nápoles
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Hoje no Jornal da Noite a SIC questionou o montante do investimento no troço do traçado do TGV Lisboa-Alenquer recentemente alvo declaração de impacte ambiental favorável por parte do Ministério do Ambiente. Punha-se em causa a complexidade e custos da obra pela margem norte do Tejo e passando pela Ota obrigando a quilómetros de túneis e de viadutos bem como expropriações que a encarecem de forma exorbitante, em vez de um traçado mais simples e barato pela margem sul do Tejo mesmo tendo em consideração o custo de uma nova ponte. Van Zeller foi claro a expor as suas razões, dúvidas e críticas e José Gomes Ferreira que comentou a notícia disse que esperava forte contestação a este traçado e a este investimento por parte da oposição, mas não conseguiu impedir-se de deixar no ar a sua perplexidade perante estes números e de questionar a razão da opção por uma traçado tão caro, perguntando-se quem é que ganha com uma obra assim tão onerosa. Mário Lino foi irrelevante na declaração para a SIC. A questão fica, incómoda, no ar.
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Mas estavam e estão (bem como todos os outros que não tardarão em se fazer ouvir) à espera de quê? Que o Papa Bento XVI não fosse o Papa Bento XVI? Que de repente esquecesse a Humanae Vitae e se mostrasse a favor da distribuição generalisada e gratuita de preservativos seja em que continente for? Porque é que havia de ser diferente com África? Discriminação “positiva”? Extraordinário quem se indigna quando as pessoas são o que é esperado que sejam.
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15.3.09

Coisas que se Podem Fazer ao Domingo 36

Anónimo - Escola Italiana (séc. XVII)
El Espinario


Tirar um Espinho do Pé

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Mais Jogging

Não faltaram acontecimentos esta semana que passou, desde a visita do Presidente de Angola, à visita oficial do Primeiro-ministro a Cabo Verde, passando pela manifestação da CGTP que encheu a Avenida da Liberdade e dificultou o trânsito numa sexta-feira à tarde, por mais sessões do Fórum Portugal de Verdade com intervenções da líder da oposição, pelas indecisões de Manuel Alegre a deixar nervoso José Sócrates e o PS, por uma votação na AR de uma proposta de Lei para diminuir o teor de sal no pão e pela contestação por parte de alguns sectores da implementação de aulas de educação sexual nas escolas. Não faltou sequer, e infelizmente, um momento de horror em que o impossível e impensável acontece quando um bebé morre num carro esquecido pelo pai. Os momentos da semana têm servido para debate, comentário e indignação de todos os portugueses que, nomeadamente no sector político começam a sentir a agitação própria dos períodos eleitorais.

No entanto, e por estranho que pareça, as imagens que quase malgré moi, guardo da semana são duas de José Sócrates em Cabo Verde, ambas tão previsíveis e esperadas que me pergunto por que é que me continuam a espantar e a teimar em serem lembradas. A primeira é a do Primeiro-ministro numa escola em Cabo Verde com meninos de bata azul limpa e engomada, penteados impecáveis a cantar em uníssono e sem desafinar um “Obrigado” depois de lhes terem sido dados computadores Magalhães. A segunda imagem é a de José Sócrates a fazer o seu jogging matinal na marginal da Cidade da Praia, tal como faz de cada vez que se desloca ao estrangeiro e tal como nunca é visto nem fotografado na sua cidade de Lisboa. O que fica de uma deslocação oficial do nosso Primeiro-ministro são imagens de pura propaganda e de marketing pessoal que são hoje indissociáveis de José Sócrates, ou melhor, que são José Sócrates. O jogging é dum provincianismo atroz e a distribuição de Magalhães é, não faz mal repetir isto tantas vezes quantas as vezes que José Sócrates se preste a esta charada em Portugal, na Venezuela ou seja onde for, de um novo-riquismo e deslumbramento extraordinário e são ambos reveladores implacáveis do vazio de ideias e de projectos que aflige o nosso Primeiro-ministro. Este vazio é particularmente penalizador no momento de profunda crise económica em que estamos, e em que precisamos de medidas realistas e decisões firmes com um olhar para além do curto prazo, e é confrangedor em período eleitoral pois se tenta aliciar o voto através de medidas demagógicas e de slogan fácil, sem nenhuma conexão com o contexto de profunda crise e de desânimo que se irão agravar ainda nos próximos meses.

O olhar que os eleitores levantam para o actual executivo pedindo soluções em que possam confiar será enganado com mais Magalhães, muito jogging, menos sal no pão, educação sexual para todos e anúncios atrás de anúncios de medidas cujo resultado se desconhece ou cujas condições para que funcionem não foram tidas em conta. Salas de aula só com uma tomada para os alunos com Magalhães bem como falta de apoio técnico para os alunos, Bilhete de Identidade que já não se pode pedir pois já é obrigatório o Cartão do Cidadão sem que os serviços estejam preparados para o entregar no mesmo prazo do BI, são alguns exemplos concretos e recentes das inconsistências de uma política feita de e para a fachada.
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11.3.09

Velas 14

Hoje cedo.

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