“… he resolved never again to kiss earth for any god or man. This decision, however, made a hole in him, a vacancy…” Salman Rushdie in Midnight’s Children.
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2.11.09

A propósito de editorias de jornais – ou outras publicações - serem ou não assinados, Eduardo Pitta lembra aqui alguns casos de publicações estrangeiras nomeadamente o Economist em que os editoriais não são assinados. No entanto esquecece de referir que a linha editorial do Economist, (e de tantas outras publicações sobretudo anglo-saxónicas) é “crystal clear”: liberdade, liberdade individual, direito de escolha, mercado aberto livre e concorrencial, impostos reduzidos, e que o Economist, onde também não existem artigos assinados, toma sempre uma posição, também ela “crystal clear” e devidamente explicada e justificada em momentos que considere relevantes: eleições no Reino Unido ou nos EUA, para dar exemplos políticos. Não existem “estados de alma” editoriais, mas opções claras sem a conversa de chacha que o editorial do Público ontem nos impingiu e que fala em coisas vagas e que servem tudo e todos de acordo com a necessidade do momento. Senão que é que é isso de “queremos interrogar o mundo. Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos”?
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