“… he resolved never again to kiss earth for any god or man. This decision, however, made a hole in him, a vacancy…” Salman Rushdie in Midnight’s Children.
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18.4.07

Notas de Viagem 6

O Rijksmuseum é um dos museus de que mais gosto coisa que não é difícil pois gosto muito de pintura flamenga. Há uma atmosfera especial nesta pintura, que terá a ver com a luz ou a cor, e os objectos pintados que propiciam a pintura do que não se vê. Como não é imenso e tem um tamanho “confortável” podemos visitá-lo sem grandes cansaços, apesar de ter bastante gente, e apreciar com tempo as obras-primas que nele abundam. Rembrant tem lugar de honra e as suas grandes pinturas oferecem-nos momentos de grande intensidade estética. Vermeer é um poeta de tela e tintas e se repousamos da dimensão de Rembrant, mantemos o mesmo nível de gozo contemplativo. Descobri Jan van der Heyden, a sua pintura, sobretudo paisagens urbanas, e os seus outros ofícios numa exposição até ao final do mês, ri-me com Jan Steen e Avercamp e deleitei-me com tantos outros: sem cansar, sem saturar.

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