“… he resolved never again to kiss earth for any god or man. This decision, however, made a hole in him, a vacancy…” Salman Rushdie in Midnight’s Children.
holehorror.at.gmail.com

19.4.07

Eu, o blogue e a blogosfera.

Depois de passar anos a ler blogues e a nunca ter vontade de ter um, acordei um dia e decidi que afinal queria ter um. Um blogue meu, era tudo o que sabia que queria. Entre a decisão e o fazer não perdi muito tempo. O pior mesmo foi escolher o nome, mas ao fim de algum tempo e de analisar propostas e ideias, houve um que pareceu menos mau. Ficou! Depois de decidir o template, coisa que se revelou fácil: pois quis o que mais se parecesse com uma folha em branco, seguiu-se a grande questão: e agora? Escrevo sobre o quê? Faço o quê? Até hoje ainda não consegui bem perceber sobre o que é que escrevo ou o que faço. Mas vou fazendo, uma ideia surge depois da outra, uma imagem, uma ironia, uma indignação, uma raiva, uma contemplação, uma beleza, uma memória. Uma vez ou outra as linhas parecem escrever-se por si, outras - a maioria - são pensadas, escrevinho, risco e volto a escrever para apagar metade. E assim o blogue vai ganhando corpo e vida sem que o tivesse premeditado ou preconcebido. Eu, que tenho pouco jeito para datas, percebi que já tinha este blogue há mais de seis meses e ainda o vejo tão longe do que gostaria que fosse. Mas talvez seja assim mesmo. Não saberia como o definir, sei que é pessoal, por isso talvez pudesse dizer que é uma espécie de diário... que me dá muito prazer ir fazendo.

Ao fim de algum tempo a postar, o HH começou a ter visitantes que tiveram a simpatia de o incluírem nas suas listas de links. Quase em Português, Espumadamente, foram os primeiros. CAA do Blasfémias provocou dois pequenos terramotos de audiências com simpáticas referências a este blogue, e outros blogues que visitaram o HH incluíram-no também em listas de links. Correndo o risco de não ter reparado em algum refiro o Do Portugal Profundo, Ktreta, Portugal dos Pequeninos. É um lugar comum, eu sei, mas realmente ficamos espantados com o facto de haver quem nos leia, por isso espero que quem visita o Hole Horror desde o início se sinta sempre bem-vindo neste espaço, e se sinta livre de usar o endereço de e-mail que está por baixo do título do blogue. Confesso também o meu mais puro espanto perante as consistentes subidas de audiências (audiências modestas, diga-se) graças às visitas de fora de Portugal. Este gráfico acima, copiado do sitemeter, referente às últimas 24 horas ilustra um dia típico deste blogue: muitas visitas do Brasil, que juntamente com Portugal fazem 60% do total e depois é uma verdadeira Babilónia de visitantes que me espanta cada dia. Também eles que vêm e vão, ou vêm e demoram-se um pouco, são bem-vindos e mostram todos os dias uma das faces da chamada globalização.

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