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15.5.10
Bento XVI em Portugal 4

Vaidade e Orgulho
27.10.08
26.10.08
25.5.08
Pronúncia do Norte 4
Há coisas que parece que já tinha esquecido e lembrá-las é como uma janela que se abre sobre a memória e os sentidos do passado. Estes dias no Porto sempre debaixo de chuva relembraram-me não só a solidez da cidade mas sobretudo a sua dignidade quando a chuva cai implacavelmente e sem fim à vista. O Porto não se curva perante a chuva, recebe-a de forma inabalável e com uma impassividade própria. E a vida continua.
Cada vez que passo na Avenida dos Aliados confirmo a opinião de como gosto mais da Avenida tal como ela está hoje: ampla e aberta, também com mais dignidade e dando mais visibilidade aos edifícios. O mesmo não posso dizer em relação à Casa da Música cuja volumetria continua a surpreender-me negativamente e a deixar-me. Continuo a senti-la um mamarracho na Rotunda da Boavista.
29.2.08
Pronúncia do Norte 2
Hoje ao entrar numa sala ouvi duas mulheres novas a falar. Algo estranho e familiar: o sotaque tão deslocado no local, mas tão conhecido. Disse, sem as conhecer, que parecia que estava na minha terra. No Porto? Sim, no Porto. Ah, explicaram elas, já cá estamos há três anos. Uma há mais tempo, outra há menos, a trabalhar. O mercado de trabalho lá está péssimo, diziam. Eu gosto do clima de cá, mas se pudesse voltava para lá, dizia uma, eu já não sei, dizia a outra. Ouvia-as e pensava no que sempre ouço quando vou ao Porto ou quando alguém do Porto vem cá: que tudo está mudado, que as empresas não sobrevivem, que o tecido empresarial é fraquíssimo, que o país está cada vez mais centralizado, que o Porto empobrece a olhos vistos, que o Norte já não é o que era, que quem é ambicioso tem que vir para Lisboa, que cada vez mais tudo se decide em Lisboa, que Lisboa enriquece. Enfim, um sem fim de lamentações. Se é verdade que vejo muita mudança no Porto, muitas certezas abaladas, muitas vidas transformadas, famílias instabilizadas, também vejo em alguns locais, lojas das mais caras do país sempre com gente e um parque automóvel de fazer inveja. Fenómeno pontual, e muito localizado? Provavelmente. Mas lamento esta tristeza das pessoas no Porto que está tão mais arranjado e mais convidativo.
20.5.07
27.4.07
Atravessando a Ponte
Há dias passava a ponte 25 de Abril em direcção a Lisboa. A pessoa que me acompanhava disse aquilo que eu tantas vezes penso. Como é bonita a vista da ponte sobretudo a vista para a cidade de Lisboa. É verdade, o dia estava límpido e da ponte apercebemo-nos de como Lisboa é uma cidade ampla, aberta e luminosa, e não cansamos de olhar e perceber onde está o quê. Neste silêncio a ver Lisboa eu calei outra imagem, outra memória. É difícil, ao ver da ponte a escala e grandeza daquela vista, falar naquela outra vista daquela outra ponte que sempre trago comigo, mesmo quando atravesso a ponte 25 de Abril. Fala dela quem sabe e quem a conhece como eu a conheço. Fala dela quem a tem gravada nos genes, na infância, na memória, no cinzento enevoado dos dias de Inverno ou no dourado brilhando do sol de um fim de dia. E, como diz Rui Veloso, é sempre a primeira vez em cada regresso a casa...
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