
holehorror.at.gmail.com
10.5.10

21.1.10

3.7.09
Espuma dos Dias que Foram 18
(Eu sei que esta afirmação é retórica. O debate do Estado da Nação e a demissão de Manuel Pinho estão, como é óbvio, também na agenda mediática).
.
12.6.09
Overdose 2
23.6.08

Logo de manhãzinha, ainda a recolher os pedaços de si que se desagregam e se espalham por aí durante a noite, ainda a olhar a luz perplexos, lemos notícias destas e ficamos sem saber se afinal ainda somos actores dos sonhos improváveis das noites de verão ou já acordámos. Depois perguntámo-nos se não será o dia 1 de Abril, e se não haverá algum engano. O pior é preferir nem saber pois já nem nos resta a esperança de que a justiça no fim, como os bons no cinema, vença sempre nem a esperança, para sossego das nossas consciências, de que decrete os culpados e os inocentes separando trigo do joio e repondo ordem. Já nem sequer há Marias Josés Morgados que nos valham. Que país é este?
11.6.08
As bichas junto aos postos de combustível, bombas sem bichas que já não têm nem gasóleo nem gasolina, supermercados com falhas, aeroportos a sentirem os efeitos da paralisação de camionistas, a sensação de que nem sempre o governo está a saber e a exercer devidamente a autoridade do Estado, deixam o país num estado de fragilidade que incomoda. Neste mundo, tal como o conhecemos, abundância de recursos – mesmo em Portugal onde as famílias estão financeiramente muito pouco flexíveis, é um dado adquirido. Poder ou não comprá-los é outra questão, mas saber que se os quisermos eles estão lá, é algo que nem questionamos. Hoje a fragilidade da abundância vem à tona, e com ela a fragilidade de um estado pouco preparado para situações de crise, sejam elas greves, cheias, fogos florestais, insubordinação civil. Mas não nos preocupemos, pois no essencial, no que preocupa realmente os Portugueses tudo está bem: Portugal ganhou à República Checa e vai aos quartos de final do Euro 2008.
2.6.08
11.5.08
Nunca deveria sequer pensar em escrever sobre Futebol 2
... e por isso andei todos estes dias a combater o impulso de escrever sobre o caso Apito Dourado, mas hoje não resisto. António Barreto na sua crónica do Público diz o que eu gostaria de dizer sobre o caso e o que tantos de nós pensam. Fala do Porto e do Norte, mas sobretudo fala desta fatalidade que é o gosto amargo da Justiça em Portugal. As suspeitas de que há justiça para uns e Justiça para outros.
.
19.4.08
Nunca deveria sequer pensar em escrever sobre Futebol
Confesso não perceber nada de futebol, nem fazer muito esforço por perceber. Se do jogo pouco entendo, então daquilo a que se chama “mundo do futebol” é que não percebo nada mesmo, em tão pouco me apetece tentar perceber. Acredito que seja um mundo cheio de paixões, dinheiro, vícios, influências, jogos de bastidores porque é aquilo que parece ser mais óbvio e fácil de acreditar. O meu saber futebolístico resume-se a ver os jogos da Selecção Nacional em momentos decisivos (Euros e Mundiais) e em querer saber se o meu clube, o Futebol Clube do Porto, ganha ou não quando me lembro de que é fim de semana e que talvez tenha jogado e, felizmente, regozijar-me com as suas vitórias.
Apesar deste curriculum brevemente resumido, tenho ficado absolutamente boquiaberta e colada à televisão cada vez que falam do Boavista, e desta recente crise em que está e que mais parece coisa de outro mundo: o passivo, os salários em atraso, o investidor “mistério” em conferência de imprensa a garantir que está preparado para injectar milhões de euros no clube, mas que afinal já não vai investir porque depois de hoje ter sido interrogado pela PJ é agora arguido num processo de fraude, a ameaça de greve por parte dos jogadores, o dinheiro que entretanto chegou em forma de cheque com garantia dum banco da Indonésia (foi o que ouvi nos Telejornais da noite) e a greve que afinal já não vai ser. Sinto-me perdida perante uma história deste calibre, que mais parece um romance de cordel em versão futebolística, num país de ficção e de lunáticos, e que faz a falada crise do Benfica parecer simples. Nem sei o que pensar sobre o assunto, nem tão pouco se, enquanto cidadã nomeadamente porque nascida no Porto não muito longe do Estádio do Beça, devo pensar algo. Uma coisa eu sei. Nunca deveríamos estar a passar pela situação de assistir a esta crise surreal que não entendo e nunca numa liga de honra (ou lá como é que se chama esta liga dos melhores) deveriam estar clubes sem solidez financeira e de gestão necessárias para fazerem uma época completa sem este tipo de crises, se é que “crise” é a palavra correcta para definir o que se passa - parece-me uma palavra demasiado séria para este enredo que no entanto é também demasiado sinistro para ser opera buffa. Eu não disse que nunca deveria sequer pensar em escrever sobre futebol?
Arquivo do blogue
-
▼
2010
(138)
-
▼
Maio
(19)
- Coisas que se podem Fazer ao Domingo 51
- Breve História de um Magalhães
- La Chartreuse de Parme
- Plataforma Contra a Obesidade 59
- Um Governo Que Não Governa
- Bento XVI em Portugal 5
- Confesso que, depois de ver isto e de ler os elogi...
- Bento XVI em Portugal 4
- Bento XVI em Portugal 3
- Vaidade e Orgulho
- Porque é que José Sócrates não segue, por uma vez,...
- Bento XVI em Portugal 2
- Entardecer 15
- Ontem adormecemos nauseados com isto, não pelo aco...
- Bento XVI em Portugal
- Sobrevalorizado
- Queen VictoriaHoje bem cedo
- Irreflectidamente
- Coisas que se podem Fazer ao Domingo 49
-
▼
Maio
(19)
